Domingo, 05 de Setembro de 2010

Notícias - Genéricos


Não é justo considerar como droga de 2ª linha
Similares e genéricos produzidos no país por indústrias de capital nacional e estrangeiro obedecem os rigores legais e técnicos de comprovação de eficácia, segurança e qualidade.

Publicado em 27/06/2010
Fonte: Folha de São Paulo


Similares e genéricos produzidos no país por indústrias de capital nacional e estrangeiro obedecem os rigores legais e técnicos de comprovação de eficácia, segurança e qualidade, dizem os laboratórios.

"Não é justo considerar os similares como medicamentos de segunda linha e dizer que eles não têm qualidade", diz nota da Alanac, a associação dos laboratórios nacionais.

A Alanac afirma que a maioria dos remédios similares já passou por esses testes de bioequivalência, idênticos aos que são submetidos os genéricos.

"Questionar a qualidade do medicamento similar é um equívoco cometido com frequência por entidades das áreas médica, farmacêutica, do atacado e do varejo farmacêutico."

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informa não dispor da informação sobre o percentual de remédios similares que já passaram pelos testes de bioequivalência, mas afirma que outros testes aleatórios já são feitos, o que garantiria a qualidade dos medicamentos genéricos e dos similares.

Os testes são feitos por quatro laboratórios oficiais que participam do Proveme (Programa Nacional de Verificação da Qualidade de Medicamentos).

A cada 12 meses, são analisadas 1.055 amostras de remédios. Na última avaliação, houve 20 interdições.

O hospital Albert Einstein faz a sua própria certificação de medicamentos. Em vez de equivalência farmacêutica (teste "in vitro") e bioequivalência ("in vivo"), baseia-se nos resultados que a droga obtém em situações clínicas reais ("outcome").

A ideia, como explica o diretor-superintendente, Luiz Vicente Rizzo, é testar, ao longo dos próximos anos, cerca de 52 mil itens. Nesse processo, alguns genéricos foram incluídos na farmácia do hospital e outros, excluídos. Os similares nem são testados porque, se fossem, a lista teria mais de 150 mil itens, diz Rizzo.





Tag(s): similares; genéricos; laboratórios; alanac; equivalência farmacêutica; bioequivalência; anvisa; in vitro; in vivo; albert einstein;

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